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COMO AGUENTAR AS SUBIDAS E DESCIDAS DA TRILHA

Um dos grandes desafios do enduro a pé é a trilha. Seu terreno pode conter grandes variações de relevo, por isso é importante que o excursionista esteja atento para se preparar para subidas e descidas.

Haverá a necessidade de um breve descanso e alguns goles de água para superar obstáculos que estão no caminho. Dependendo do tipo de subida e descida não há necessidade de grande preparo físico, mas pessoas mais sedentárias podem sofrer um pouquinho.

Fonte da Imagem: Adventure Hiking
Fonte da Imagem: Adventure Hiking

Luvas podem ser úteis, pois oferecem mais proteção as mãos, caso você venha se apoiar em pedras afiadas e árvores que contenham farpas ou espinhos. O Trekking poles (bastão de trekking) é um grande aliado, pois proporciona equilíbrio e divide a força que fazemos com as pernas diminuindo o esforço do corpo, assim ganhamos velocidade e manteremos o retiro.

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É importante atenção e calma durante o percurso, para que você consiga superar os relevos de terreno sem prejudicar seu corpo.

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Como escolher e organizar a sua mochila

Ao escolher a sua mochila para praticar trekking, você deverá levar em conta o limite máximo de peso que você pode carregar, o que corresponde a um terço do seu peso corporal.

Para escolher a mochila ideal, acesse esse texto.

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Ok, mas o que é indispensável para levar nas trilhas? Abaixo listamos os itens mais importantes:

  1. Roupa extra: uma muda de roupa seca, um agasalho e uma capa impermeável (um anoraque é ideal para se proteger da chuva e do vento). Para relembrar as roupas necessárias, clique aqui.
  2. Água e comida extra:leve sempre um pouco mais de água, até 3 litros dependendo da atividade. E, além do lanche normal, leve uma barra de cereais, um pacote fechado de frutas secas ou uma lata de atum, para ser usado em caso de emergência.
  3. Canivete: um canivete suíço com multi-funções é o ideal.
  4. Lanterna e pilhas (testadas): previna imprevistos e não fique no escuro.
  5. Micropore/esparadrapo:se o seu calçado estiver machucando algum ponto do pé, não pense duas vezes e aplique para proteger.
  6. Isqueiro/fósforos: se por algum motivo (frio, sinalização, alimentação) for necessário acender uma fogueira, a tarefa será bem mais simples com estes aliados.
  7. Kit de primeiros socorros: relembre como montar o seu kit aqui. Vale a pena juntar ao kit um protetor solar e um repelente de mosquitos.
  8. Bússola, carta topográfica e/ou GPS: já aprendemos sobre a sua importância e como usá-los, né? Reveja aqui e aqui.
  9. Apito: um ótimo item caso seja necessário se comunicar com outras pessoas que estão separadas do grupo ou mesmo solicitar socorro.
  10. Celular/rádio de comunicação: eles podem lhe salvar de problemas caso seja necessário chamar socorro.
  11. Kit de costura com linha e agulhas: para dar um jeito nas roupas que, por acaso, podem rasgar em um galho ou algo assim…
  12. Boné e óculos escuros: caminhe sempre se protegendo do sol.
  13. Material de higiene pessoal: escova, pasta de dente, papel higiênico e lenços umedecidos para banhos improvisados.
  14. Saco de lixo:não deixe nada espalhado pelo caminho.
  15. Máquina fotográfica: registre tudo 🙂

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Esses são alguns itens básicos e que fazem a diferença durante a trilha, mas é claro que, dependendo da duração, localização e do clima durante a caminhada, você deverá fazer algumas adaptações!

Assista ao vídeo:

Como utilizar a carta topográfica/mapa

Já sabemos que GPS, bússola e mapa são indispensáveis na prática do trekking. Hoje iremos ver as particularidades de uma carta topográfica e como interpretá-la.

As cartas brasileiras são feitas em geral por órgãos militares ou pelo IBGE e podem ser compradas ou baixadas da internet.

carta-modelo

Para baixar a imagem acima em melhor resolução, faça o download diretamente do site Trekking Brasil aqui: Download Carta Topográfica de Manhumirim.

Os pontos mais importantes de uma carta topográfica são:

  1. Nome da Carta:aqui no Brasil, a maioria das cartas levam os nomes das cidades.
  2. Escala e régua:a escala indica a proporção entre o que está na carta topográfica e o terreno real.

Exemplo: 1:50.000

Isso significa que cada 1 cm no mapa equivale a 50 mil cm no terreno real, ou seja, 500 metros. Para achar o valor em metros basta dividir o maior número da escala por 100. Neste caso teríamos 50.000 / 100 = 500 metros.

  1. Curvas de Nível: elas indicam o relevo da região, mostrando vales, depressões, campos ou encostas de montanhas.

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As curvas podem ficar mais próximas umas das outras, o que indica um terreno montanhoso ou mais afastadas, o que indica uma área mais plana. No exemplo acima, a parte pintada de verde representa uma região de campos de altitude, com um bom espaçamento entre as curvas. Já na parte vermelha, as linhas se amontoam em alguns pontos, isso significa que aquela é uma região de encostas montanhosas. Os números que estão entre as curvas indicam a altitude naquelas linhas.

  1. Latitudes, Longitudes e UTM:nas laterais dos mapas temos as Latitudes (acima e embaixo – vertical) e as Longitudes (direita e esquerda – horizontal). Entre as marcas de latitudes e longitudes temos marcações em UTM que permitem resumir uma área de uma carta topográfica em um espaço ainda menor, o que remete à localização de pontos muito específicos.

lat-longitude

No exemplo acima, as coordenadas corretas são: 116 oeste-leste e 573 sul-norte, baseado na carta topográfica completa. A ordem deve ser sempre a mostrada acima: coordenada oeste-leste na frente e em seguida a sul-norte.

  1. Legendas e convenções:facilitam a identificação de pontos úteis, tais como estradas, rios, cidades, ferrovias, fazendas, etc.

Uma curiosidade importante: os nomes de cidades e afins grafados nas cartas apontam sempre para o norte! Sendo assim caso você tenha apenas um pedaço do mapa e precise alinhá-lo com o terreno basta deixar a agulha da bússola casar com o norte e então alinhar o mapa.

Para mais informações, consulte o site Trekking Brasil aqui.

🙂

Desenho manual, mapa, arquivo GPS… Entenda a diferença entre os roteiros!

Para quem pensa que os mapas e cartas topográficas são os únicos roteiros utilizados, se engana. Existem diversos modelos de roteiro para representar o caminho de uma trilha, sendo que as principais diferenças são a precisão e a facilidade de uso. Vamos apresenta-los aqui:

1) Desenho manual: é desenho feito à mão. Devido à sua simplicidade, pessoas iniciantes preferem este formato, assim como pessoas que já conhecem o local e sabem identificar dois ou mais pontos do desenho. É bacana se utilizado apenas como referência, já que não possui distâncias, proporções, latitude e longitude, por exemplo, o que dificulta a localização exata.

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2) Track-Book: Este formato utiliza fotografias sequenciais separadas por distâncias. Assim sendo, torna-se necessário ter um medidor de distância percorrida, pois a cada ponto (foto) encontrado, confirma-se a posição dos locais ao longo do percurso. Ao perceber que o ponto a qual chegou não corresponde ao ilustrado no papel, pode-se identificar um erro de trajeto. O ponto positivo do track-book é que ele serve como forma de incentivo ao aprendizado das planilhas de regularidade, as quais veremos a seguir.

track-book

3) Planilha de regularidade ou Road Book: é muito utilizada em competições de diversas modalidades de esportes de natureza, a mesma que utilizaremos no dia 30 de Novembro, no Trekking Ambiental. Essas planilhas pedem habilidades de interpretação e de concentração dos competidores, por símbolos de rápida interpretação para tomadas de decisão.

As planilhas mostram as distâncias entre pontos de referência que são desenhados para ir mostrando o caminho ao explorador. Além disso, na linha haverá um desenho da ação a ser executada (como seguir em frente ou virar a direita) e por último um quadro com informações adicionais relevantes do local.

A precisão da rota é alta, pois em alguns pontos existe a ação de zerar o hodômetro (medidor de distância), o que diminui as diferenças das calibrações dos aparelhos e mantem um nível de precisão entre a planilhas e os diversos marcadores utilizados.

road-book

4) Mapas: a melhor maneira de representar um caminho, devido à sua precisão. Eles possuem a altitude, escala, latitude, longitude, além de rotas alternativas caso o trilheiro se perca. Tudo bem que com ele, você precisará de alguns conhecimentos cartográficos para a interpretação, mas nada que nós da Trekking Ambiental já não tenha falado, não é mesmo?

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5) Arquivos GPS: além de serem usados em GPS, tem-se a opção de smartphones e computadores. O ponto positivo são os softwares que nos permitem planejar o roteiro, ponto a ponto. Para ler mais sobre GPS, reveja esse post.

Fontes:

Siga Trilha

Trekking Brasil

Como utilizar o GPS

Na semana passada, mostramos alguns equipamentos imprescindíveis para levar em uma trilha, ressaltando o uso de mapas, bússola e GPS.

Vimos o uso da bússola aliado ao mapa e hoje mostraremos informações necessárias para operar um GPS, sigla para Global Positioning System (traduzindo: Sistema de Posicionamento Global).

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Fonte da Imagem: Outdoor Gear Lab

O GPS é uma ótima ferramenta de localização, melhorada a cada dia devido às ótimas tecnologias de satélites. Beleza, mas como escolher o aparelho ideal para fazer a trilha?

Os GPS’s Outdoor são diferentes dos automotivos. Normalmente, têm boa duração de bateria, 10 horas ou mais. Eles fazem sincronia com programas de trilhas (softwares de computador), por exemplo, o GPS Trackmaker. Devido a isso, conseguem gravar o caminho percorrido, importam mapas grandes de diversas regiões para uso off-line, isto é, sem uso de internet, e também são a prova d’água.

Algumas dicas de aparelho, você pode conferir aqui: http://altamontanha.com/Colunas/2675/escolhendo-um-gps-para-navegacao

Com o aparelho em mãos, é hora de integrá-lo aos softwares. Um dos mais utilizados é o Mapsource, que irá instalar diversos mapas no aparelho. Através do Google Earth, você conseguirá ter uma visão real de como é a área a ser explorada. E, com o Trackmaker, você edita as informações colhidas pelo GPS, como pontos, rotas, onde há rios, montanhas, etc.

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Google Earth

O mais bacana é poder gravar os waypoints e tracklogs (caminho você percorreu com o GPS): no próprio aparelho. Depois, pode compartilhar com os amigos via e-mail ou web, assim como você pode baixar da internet caminhos já percorridos e ficar a par de trilhas, pontos de água, lugares para acampar e outras informações.

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Trackmaker

Para complementar a aventura, você pode achar um alvo a ser alcançado na carta topográfica (mapa) e transferir suas coordenadas para o receptor, de modo que você possa seguir este waypoint.

Para uma leitura mais completa a respeitos dos softwares, cartas topográficas e exemplos práticos, acesse aqui: http://altamontanha.com/Artigo/1291/as-maravilhas-do-gps

Estando bem treinado em geolocalização, não haverá riscos de se perder por aí! Você não precisará se desesperar caso perceba que está indo para o local errado, pois terá como voltar. Além do mais, poderá compartilhar sua biblioteca de lugares com outras pessoas!

Curiosidade!

Já existem aplicativos que funcionam igualzinho a um GPS, disponíveis para Android e iOS. Eles permitem descarregar mapas para se trabalhar off-line, além de possuírem bússola, velocidade média, latitude e longitude, altitude, ritmo e distância, fazendo também integração com redes sociais.

Confira aqui e torne-se um ótimo explorador: http://www.trekkingbrasil.com/apps-para-gps-e-trilhas-iphone-ios-e-android/

Como se orientar com bússolas e mapas

Como no Projeto Trekking Ambiental o uso da bússola em conjunto com o mapa é fundamental e será muito utilizado, mostraremos a seguir como orientar-se dessa forma:

1. Primeiramente, coloque a bússola sobre o mapa em uma superfície horizontal. A agulha imantada não funciona se a bússola estiver inclinada.

Fonte da Imagem: Wiki How

2. Usando a lateral da bússola como régua, coloque-a de forma que ela crie uma linha entre sua posição atual e para onde você quer ir.

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3. Gire o limbo até que o portão aponte para o norte do mapa. Uma vez no lugar, já pode guardar o mapa.

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4. Segure a bússola horizontalmente com a seta de direção apontando para a sua frente.

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5. Vire-se até que a ponta norte da agulha imantada se alinhe com o portão.

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6. Siga a seta de direção: ela apontará o seu destino.

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Caso ainda fique com dúvidas, retorne ao primeiro post explicativo de bússolas e repita o passo a passo 🙂

Complete seu conhecimento assistindo ao vídeo:

Fonte das Imagens: Wiki How

Montando o kit de primeiros socorros

Pelo fato da maior parte dos lugares onde se pratica o trekking ser afastado de qualquer hospital ou ponto de apoio e quase sempre ser de difícil acesso, é fundamental que todo amante do trekking, tenha noções de primeiros socorros na ponta da língua caso algo inesperado ocorra no meio do caminho.

Fonte da Imagem: Tacio
Fonte da Imagem: Tacio

Primeiramente, ninguém pode estar planejando um trekking sem levar um estojo de primeiros socorros. Dessa forma, é imprescindível que cada um tenha o seu próprio estojo, com os medicamentos específicos para você.

Fonte da Imagem: 360 Graus
Fonte da Imagem: 360 Graus

 

Algumas sugestões para montar seu kit:

Instrumentos: termômetro, tesoura, pinça

Material para curativo: gaze esterilizada – absorvem sangue de ferimentos e limpam sem deixar os fiapos como o algodão, esparadrapo – use para impedir que a sujeira infeccione feridas, ataduras de gaze, caixa de curativo adesivo (band-aid)

Anti-sépticos: água oxigenada (10 volumes), pomada cicatrizante

Medicamentos: analgésicos em gotas e em comprimidos, antiespasmódicos em gotas e em comprimidos, anti-histamínico, anti-inflamatório de uso oral, gel anti-inflamatório, colírio neutro, soro fisiológico, medicamento para enjoo, pomada contra queimaduras e picadas de insetos.

Outros itens complementares: luvas descartáveis, conta-gotas, agulhas (para furar bolhas ou retirar espinhos, por exemplo) e seringas descartáveis, sabão de coco – para limpeza em caso de picadas de animais peçonhentos.