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Como utilizar a carta topográfica/mapa

Já sabemos que GPS, bússola e mapa são indispensáveis na prática do trekking. Hoje iremos ver as particularidades de uma carta topográfica e como interpretá-la.

As cartas brasileiras são feitas em geral por órgãos militares ou pelo IBGE e podem ser compradas ou baixadas da internet.

carta-modelo

Para baixar a imagem acima em melhor resolução, faça o download diretamente do site Trekking Brasil aqui: Download Carta Topográfica de Manhumirim.

Os pontos mais importantes de uma carta topográfica são:

  1. Nome da Carta:aqui no Brasil, a maioria das cartas levam os nomes das cidades.
  2. Escala e régua:a escala indica a proporção entre o que está na carta topográfica e o terreno real.

Exemplo: 1:50.000

Isso significa que cada 1 cm no mapa equivale a 50 mil cm no terreno real, ou seja, 500 metros. Para achar o valor em metros basta dividir o maior número da escala por 100. Neste caso teríamos 50.000 / 100 = 500 metros.

  1. Curvas de Nível: elas indicam o relevo da região, mostrando vales, depressões, campos ou encostas de montanhas.

curvas-nivel

As curvas podem ficar mais próximas umas das outras, o que indica um terreno montanhoso ou mais afastadas, o que indica uma área mais plana. No exemplo acima, a parte pintada de verde representa uma região de campos de altitude, com um bom espaçamento entre as curvas. Já na parte vermelha, as linhas se amontoam em alguns pontos, isso significa que aquela é uma região de encostas montanhosas. Os números que estão entre as curvas indicam a altitude naquelas linhas.

  1. Latitudes, Longitudes e UTM:nas laterais dos mapas temos as Latitudes (acima e embaixo – vertical) e as Longitudes (direita e esquerda – horizontal). Entre as marcas de latitudes e longitudes temos marcações em UTM que permitem resumir uma área de uma carta topográfica em um espaço ainda menor, o que remete à localização de pontos muito específicos.

lat-longitude

No exemplo acima, as coordenadas corretas são: 116 oeste-leste e 573 sul-norte, baseado na carta topográfica completa. A ordem deve ser sempre a mostrada acima: coordenada oeste-leste na frente e em seguida a sul-norte.

  1. Legendas e convenções:facilitam a identificação de pontos úteis, tais como estradas, rios, cidades, ferrovias, fazendas, etc.

Uma curiosidade importante: os nomes de cidades e afins grafados nas cartas apontam sempre para o norte! Sendo assim caso você tenha apenas um pedaço do mapa e precise alinhá-lo com o terreno basta deixar a agulha da bússola casar com o norte e então alinhar o mapa.

Para mais informações, consulte o site Trekking Brasil aqui.

🙂

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Como utilizar o GPS

Na semana passada, mostramos alguns equipamentos imprescindíveis para levar em uma trilha, ressaltando o uso de mapas, bússola e GPS.

Vimos o uso da bússola aliado ao mapa e hoje mostraremos informações necessárias para operar um GPS, sigla para Global Positioning System (traduzindo: Sistema de Posicionamento Global).

gps-trekking
Fonte da Imagem: Outdoor Gear Lab

O GPS é uma ótima ferramenta de localização, melhorada a cada dia devido às ótimas tecnologias de satélites. Beleza, mas como escolher o aparelho ideal para fazer a trilha?

Os GPS’s Outdoor são diferentes dos automotivos. Normalmente, têm boa duração de bateria, 10 horas ou mais. Eles fazem sincronia com programas de trilhas (softwares de computador), por exemplo, o GPS Trackmaker. Devido a isso, conseguem gravar o caminho percorrido, importam mapas grandes de diversas regiões para uso off-line, isto é, sem uso de internet, e também são a prova d’água.

Algumas dicas de aparelho, você pode conferir aqui: http://altamontanha.com/Colunas/2675/escolhendo-um-gps-para-navegacao

Com o aparelho em mãos, é hora de integrá-lo aos softwares. Um dos mais utilizados é o Mapsource, que irá instalar diversos mapas no aparelho. Através do Google Earth, você conseguirá ter uma visão real de como é a área a ser explorada. E, com o Trackmaker, você edita as informações colhidas pelo GPS, como pontos, rotas, onde há rios, montanhas, etc.

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Google Earth

O mais bacana é poder gravar os waypoints e tracklogs (caminho você percorreu com o GPS): no próprio aparelho. Depois, pode compartilhar com os amigos via e-mail ou web, assim como você pode baixar da internet caminhos já percorridos e ficar a par de trilhas, pontos de água, lugares para acampar e outras informações.

Trackmaker
Trackmaker

Para complementar a aventura, você pode achar um alvo a ser alcançado na carta topográfica (mapa) e transferir suas coordenadas para o receptor, de modo que você possa seguir este waypoint.

Para uma leitura mais completa a respeitos dos softwares, cartas topográficas e exemplos práticos, acesse aqui: http://altamontanha.com/Artigo/1291/as-maravilhas-do-gps

Estando bem treinado em geolocalização, não haverá riscos de se perder por aí! Você não precisará se desesperar caso perceba que está indo para o local errado, pois terá como voltar. Além do mais, poderá compartilhar sua biblioteca de lugares com outras pessoas!

Curiosidade!

Já existem aplicativos que funcionam igualzinho a um GPS, disponíveis para Android e iOS. Eles permitem descarregar mapas para se trabalhar off-line, além de possuírem bússola, velocidade média, latitude e longitude, altitude, ritmo e distância, fazendo também integração com redes sociais.

Confira aqui e torne-se um ótimo explorador: http://www.trekkingbrasil.com/apps-para-gps-e-trilhas-iphone-ios-e-android/